sexta-feira, 11 de novembro de 2016

 Já se passaram quase oito meses. Oito meses em que senti verdadeiramente o que é ser amada. O que é receber atenção a todo o momento. Basicamente, tudo o que eu pedia durante e após a minha relação passada. "Quero tanto alguém que conviva com os meus amigos, que venha sempre sair comigo, que beba, que goste de sair à noite e cometer umas loucuras, acompanhar-me a fumar um a qualquer altura mesmo naquelas alturas em que não o devêssemos fazer, que me dê atenção, confiança e que mostre o quanto me adora"... Pois bem, encontrei tudo isso numa só pessoa. Demoramos até ficarmos juntos tal como todas as histórias românticas. Passamos por muito. E de facto encontrei em ti o amigo, padrinho académico, namorado e companheiro que queria. Então porque estou eu neste momento completamente acabada das discussões, desapontada... triste?
Foste o primeiro namorado com quem partilhei tanto da minha vida pessoal, com quem tenho necessidade de dormir todas as semanas agarrada ao teu corpo para me aqueceres, para me confortares, que não te esqueces das coisas que já sabes bem que me vou esquecer, que já conhece a minha rotina, o meu acordar, o meu humor em tpm (e aceitas bem o que é incrível), que suporta todas as vezes em que sou simplesmente chata ou que quero sempre comer, ainda me acordas com o pequeno almoço, lembras-te sempre da nossa data e queres sempre comera-la, opa... tu... tu fazes tudo por mim. Mas houve algo que mudou. O facto de passar quase 24h por dia contigo fez-nos criar um sentimento de posse que não devíamos ter. Um sentimento de posse que não existia. E tudo isto é contraditório.. Sempre me tratas-te bem, podia falar de tudo á tua frente.. afinal de contas, tu sabes de tudo do meu passado! E confiavas em mim. Não precisei de me afastar dos meus amigos que sempre me foram tudo até tu chegares. Mas a sede de estar contigo, a vontade de passar todos os momentos e mais alguns ao pé de ti fez-nos ficar demasiado dependentes um do outro. Hoje, era a festa de anos de um dos meus melhores amigos. E não fui. Tu trabalhavas. Eu não. Mas não fui. E foi tudo isto que me revoltou. Parece que já não confias em mim... Eu percebo o facto de te sentires assim porque eu própria já o senti e tu sentiste-o na pele. Mas nunca o achei correto nem aceitável. E sim dou muito valor a aniversários, a momentos em que queriam que eu estivesse presente, a pessoas que de facto o merecem. Discutimos muito e a cabeça pesa-me. Estou mesmo cansada. E sei que tu também. Somos muito diferentes mas sempre nos demos tão bem... As divergências estão mesmo pela primeira vez a assumir uma grande avalanche na nossa relação, E eu já não tenho paciência para discussões falhadas. Tal como tu. Ambos passamos pelo mesmo no passado.
Sinto que estou mais uma vez nas mãos de alguém. Que começo mais uma vez a não ter respeito. Começas a falar como queres. Opa, não sei como vai ser agora mas já estamos á precisamente 6h e pouco sem falar. Nunca nos aconteceu. Nunca nos separamos. Mas acredito que irá ser bom. Estamos a precisar de espaço. A precisar de pensar. E eu estava mesmo a precisar de escrever...

quinta-feira, 12 de maio de 2016

1001 maneiras de amar.

A melhor relação que tive. Se dantes tinha alguém que não me dava o suficiente, muito menos o que merecia, agora tenho alguém que me dá tudo.
Estou mais feliz que nunca. 

Voltei a criar expectativas de uma pessoa.
Voltei a amar.
Mas mesmo amando outra pessoa, nunca me esqueci das lições do passado. O amor próprio. A independêcia. A liberdade.
E querendo ou não, o amor está a prender-me. 
E o amor não compreende o meu desejo de independência. Gosto de voar. Gosto de fazer o que eu quero. Com respeito. Com regras. Com compromisso.
É difícil entender que amo, mas amo livremente?
1001 maneiras de amar. Todas diferentes e apenas alguns pontos coincidem. E eu amo. E mais que nunca tenho a certeza disso. Como não amar uma pessoa como tu?
Faço planos a dois. Um presente e um futuro. E do passado apenas se aproveitam as lições. As coisas a não repetir. No entanto, não vou voltar a perder o amor próprio. Eu continuo a ser uma pessoa individual. Os meus erros quero aprende-los por mim. Quero ser eu a errar e a aprender com isso. 
Com o passar do tempo tornei-me muito mais calma. Não me chateio com assuntos banais. Afinal de contas preferes ter razão ou preferes ser feliz?
Não é grave passa-se á frente. Fazer um furacão de confusões, de problemas para que?
A vida é demasiado curta para se perder tempo com parvoíces. 
Aproveito todos os momentos ao máximo. Mil pensamentos me passam pela cabeça quando estou contigo. Sorrio. Sorrio com vontade. Mais do que nunca.
Amo-te. Mas a minha maneira de te amar muitas vezes não te chega.