Vai ser sempre assim. Vai sempre existir algo que não resulta. Não percebo, alcanço o auge da felicidade num momento e num ápice tudo se desmorona. Adolescência, traz todos os dissabores da vida em momentos tão distintos, é tudo tão inconstante. Nada está definido ainda. As pessoas são inconstantes, ninguém é capaz de dar uma segurança total a outra pessoa.
As melhores e as piores coisas acontecem num espaço de segundos. As lágrimas escorrem incontroláveis e o peito começa a sufocar-me duma maneira que magoa. Magoa tanto. Foda-se. Estava tão orgulhosa no que me tinha tornado. Cada dia com a personalidade mais forte. Cada dia mais e mais. Pensei que desta vez estava tudo controlado, gosto de mim a cima de qualquer outra pessoa. E mais uma vez, inconscientemente, deixei-me levar pela minha filosofia de não pensar no amanhã e acabei por me esquecer do amor-próprio que tanto tempo demorei a conquistar de novo. Como é que hei-de gostar mais de mim do que gosto de ti?