quarta-feira, 13 de agosto de 2014





 Tanta coisa que mudou na minha vida desde a última vez que aqui escrevi. Admito que ainda não tirei um tempo para pensar em tudo detalhadamente, mas não por não ter tido oportunidade, simplesmente tenho tentado afastar toda esta mistura de pensamentos da minha atenção. Ao pensar desta forma é cobardia da minha parte estar a fugir à minha realidade, a esta infeliz realidade, mas simplesmente acho que ainda não estou pronta para assimilar tudo, ou melhor, se resolver pensar sobre todos estes assuntos fico sem saber o que fazer no futuro e acho que esta sempre foi a forma que arranjei para os meus problemas... fugir.
  Desde à uns meses para cá ando confusa e insatisfeita contudo. Já não sinto uma felicidade genuína à bastante tempo. Já não sei o que sinto, e não sei como o descobrir... mas o hábito...

Tenho perdido bastante gente ao longo do tempo, mas tenho perfeita noção que não fui a única a falhar, e sei que também com todas elas eu ainda tentei. Se quiserem ir, são livres e conscientes da sua própria escolha. Umas foram com o tempo, já outras ainda hoje não consigo perceber o motivo por mais que tente encontrar uma explicação. Foram. De repente... foram.
  Desisti de lutar por pessoas que decidem sair da minha vida. Algumas delas não têm culpa disso, mas antes existiram outras que fizeram com que me fartasse. E não me julgo por nada disto. Sei que tenho pessoas ao meu lado, e embora não sejam o grupo que já fazia parte da minha vida à alguns anos e que nunca pensei que se afastassem desta forma, sei que são verdadeiros. Muito poucos, mas são. Se tenho saudades? Tenho. Muitas. Mas eu sempre acreditei no destino. Se aconteceu é porque assim tinha de ser. E não guardo rancor. Isto é só um começo. Tinha demasiadas expectativas das pessoas que iriam continuar comigo no futuro, mas à medida que os anos passam, deixei de criar expectativas e viver a vida um dia de cada vez. Sem pensar no que o futuro me reserva. Muito mais coisas iram acontecer e a única atitude sensata que eu posso ter é aceitar o que houver para aceitar e lutar para mudar o que acho que ainda tem salvação. 

  Fds, estou aqui com tretas duma boa filosofia de vida, mas a verdade é que não sei o que fazer. Em relação a nada. Apenas tenho deixado andar porque sou cobarde demais para acabar ou recomeçar algo na minha vida. Tenho medo da mudança. Tanto medo. Medo de ficar sozinha. Tento ter amor próprio, mas como consegui-lo quando não sinto amor por parte de outros? Ai, o que eu digo, o que eu faço, e o que eu penso. Três coisas tão, mas tão, distintas.
Não à um único dia em que não sinta a sensação de vazio, a sensação que estou aqui sozinha e apenas eu tenho de fazer por mim. O que é verdade, apenas gostava de sentir algum apoio. Sei lá, alguém que tivesse a certeza que iria ficar comigo. Mas a última que pensei que ficasse foi embora. E foi das maiores desilusões que tive. Já não me quero prender a mais ninguém. Prefiro pensar que a estadia de cada pessoa que entrar na minha vida vai ser temporária. Como aprendi à alguns anos "Nunca faças de ninguém o teu tudo, pois se a perderes ficarás sem nada."

domingo, 10 de março de 2013


   E agora? E esta é a típica pergunta para qual nunca à uma resposta que me agrade. Seguir em frente, sorrir, e recordar a felicidade. Não consigo. Não consigo simplesmente esquecer o que para mim se tornou numa rotina.
Tenho saudades de quando me abraçavas até eu não conseguir respirar. De quando me vinhas acordar a casa e te deitavas ao meu lado. De quando me dizias coisas das quais eu nunca pensei conseguir acreditar que podiam ser possíveis. Para mim tornaste-te a minha metade. A que neste momento me falta. Será que algum dia poderei eu encontrar outra metade? Outra que encaixe tão perfeitamente como a tua?
Preciso de ti, e era capaz de abdicar do impossível para tudo voltar a ser real. Estou farta que as coisas não corram como tínhamos previsto, quero que a nossa promessa se cumpra, é já no próximo mês sabes? Quero ter as nossas duas meninas e menino. Quero poder continuar a discutir contigo o nome que lhes vamos dar. Quero que continuemos a andar à 'porrada' e quando eu ficar amuada ter-te ao meu lado a dar-me beijinhos para me irritar. Quero que continuemos no sofá agarradinhos a ver televisão. Quero os beijinhos prolongados e calmos. Quero que me ajudes a decidir o que vestir no dia seguinte, embora saibas que não o vou vestir. Quero apenas ter-te aqui. Como sempre estives-te. Quero, preciso, por favor. Perder-te a ti, é desencontrar-me a mim. Tenho medo de não me voltar a achar. Mas tenho muito mais de não ficarmos juntos.
Como nunca,
  Amo-te.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012



O vento mudou de direção e tanto as minhas expectativas como esperanças mudaram com ele. Fugiram do meu alcance. Vejo o que o vento é capaz de levar com ele e vejo o quanto tenho de agarrar tudo o que tenho para não fugir. Tenho medo que tu também vás. Que tu me deixes e vás com ele também. Eu sei que o vento poderia trazer-te de volta, mas e se... não trouxe-se? e se ele não quisesse que tu voltasses para mim, e simplesmente... fosses?
Não deixes que ele te leve... Por mim.








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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

                                                Jogar á apanhada.

                                                              *Imagem tirada por mim*
   
   É impossivel tentar recordar a quantidade de vezes em que tentei fazer-me de forte em frente a quem me é próximo. E é nessas situações que eu vejo como consigo ser forte não mostrando nada do que estou a sentir e mesmo assim conseguir sorrir e brincar como se nada fosse. Mas também á os dias, ou as situações em que por mais que tente acabo por fazer figura ridícula por estar a tentar e não ter sequer força para isso. Sorriso forçado percebido até por quem não me conheça é o máximo que consigo fazer. 
Hoje é um desses dias. Controlo-me tanto em frente aos outros que acabo por me enganar a mim própria vezes e vezes sem conta. Sinceramente acho que começo a acreditar no que digo, mesmo sabendo que não é o que estou a sentir.
É engraçado como nem sempre temos ninguém para nos levantar mas temos sempre alguém que nos faça cair. Acho que é para meter-mos na cabeça que devemos contar apenas connosco para todas as situações e não dependermos dos outros. Só com o passar do tempo é que vou chegando a estas conclusões, que podem até nem estar certas mas fazem todo o sentido para mim e sou completamente o contrário delas. Eu dependo muito dos outros, pelo menos dos que fazem mesmo parte de mim. Sinto o seu sofrimento como se fosse o meu e eu  nunca acreditaria nisso se nunca o tivesse chegado a sentir. 
Aqueles de quem dependo tornaram-se como água, ou comida para mim. São uma dependência e perder um deles é como ficar dias sem comer ou beber. O problema é que á sempre um dos meus que perco. Á sempre um deles que se afasta. A nossa relação é como uma cascata, á tempos em que estamos ótimos, mas sem saber como, vamos-nos sempre afastando. Cada vez mais até cairmos. E isso já se tornou um ciclo. E como voltamos a subir? Bem... eu luto. Eu luto para voltarmos a subir. Eu arranjo a força para subir. Mas ele não dá valor ao meu esforço. Simplesmente... Não dá. E quando eu consigo que cheguemos acima? Caímos de novo. Com uma enorme rapidez, fazendo com que eu não o consiga impedir. Já estou farta de jogar á apanhada, já não sou criança para o fazer com esta frequência. Simplesmente já não tenho paciência para estes jogos e decidi parar de o fazer. Decidi parar de me importar. Mas isto... ah, isto é o que eu decido, ou melhor, penso que decido. Não consigo parar de me importar por mais que o diga, não consigo parar de querer saber da sua vida embora me custe como tudo sabe-lo. Não sei o que é melhor para mim, mas sei o que vai acontecer. O tempo passa, embora devagar, ele passa, e eu vou com ele. Sofrendo... Ou não.

quarta-feira, 4 de julho de 2012




Para cada princesa, existe um príncipe. Nem sempre o príncipe que desde pequenas sonhavamos que seria. Mas acaba por se tornar apenas o que nós queremos e precisamos. Não é perfeito como imaginávamos, não anda no seu cavalo atrás da sua princesa, nem sequer sempre tem um final feliz. Princesas, os príncipes dos contos não existem, eles não são defenidos pela perfeição.
Um dia, cada uma achará o seu príncipe, e perceberá, tal como eu, quando ele o for.
  Ele amarvos-á com todo o seu coração, e provarvos-á á sua maneira, seja ela qual for.
 Quando menos esperarem estarão a esboçar um sorriso por apenas uma recordação vossa.

Ele abraçarvos-á, e vos beijará com delicadeza.

 Ele dormirá de conchinha com voces para não terem frio.

Mas ele também agarrará as tuas coxas, o teu rabo, ou o teu peito.
Ele também terá desejo por ti, ele também irá beijar-te e abraçar-te com violência.

Princesas, ele também não será perfeito. Ele também irá discutir contigo, ele também se poderá fartar por uns momentos, tal como tu, ele também poderá sentir raiva, mas se ele te amar verdadeiramente não te deixará por qualquer desavença.
A vossa relação também terá os seus momentos de fraqueza, não estará sempre nos momentos altos, mas sobriverá enquanto ambos lutarem e quiserem. Não tenham pressa, e deixem o vosso príncipe aparecer. Ele poderá demorar, ou não,  nem todos têm o cavalo ao seu dispor, princesas.


domingo, 10 de junho de 2012






Não sei o que escrever, mas sei que acabarei por falar do que estou a sentir. Aliás, é o que faço sempre. Começo com medo de escrever, e acabo totalmente transparente, com todos os meus sentimentos aqui transmitidos. Sou assim. Fico contente por já conhecer um pouco de mim nesse aspeto. Sinto-me nostálgica. 
Acabo de abrir uma página do google e escrevo "Significado de nostalgia" eis o que encontrei: 
"1. Tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal. 
2. Estado melancólico causado pela falta de algo.
Bem.. acho que o 2º se adequa ao que sinto. O que é estúpido. Mas talvez faça sentido. Odeio chatear-me com quem amo. Mas também sou orgulhosa para dar o braço a torcer. Também tenho medo. Neste momento tudo o que sinto... M-E-D-O. Medo de te perder. De que tudo tenha sido em vão. Sabes o que seria eu sem ti. Bom... Simplesmente, não seria mais eu. Já viram? Eu a rebaixar-me. A mostrar a minha personalidade. Tão forte... E tão fraca. Eu. Continuaria a ser eu. Mas cada vez mais fria... Talvez. Mais magoada. Mas seria eu na mesma. Com toda a força que eu sei que tenho. Mas... Porque estou eu a imaginar-me sem ti? Não. Eu estou contigo. Estou feliz. Tu estás feliz. NÓS estamos felizes. Pequenas discussões gabbie. Não afetam uma relação. Sim. Eu sei disso. 
Só quero tentar afastar estes pensamentos, mas talvez seja bom pensar neles. Ou não. Estou com aquele aperto do coração. Aquele aperto de que eu tanto falo, tanto sinto, e tanto odeio. 


11.06.12  02:06